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quinta-feira, 17 de abril de 2008

Aguiar-Branco e o PSD.


É manifesto que a actual situação do PSD é motivo para grande preocupação, especialmente depois dos tristes episódios a que temos assistido nos últimos tempos.

Não me parece, porém, muito edificante que simultaneamente se assista na praça pública a um autêntico desfile de candidatos à liderança, que se vão exibindo na comunicação social. Depois de António Borges e Pedro Passos Coelho, surge agora Aguiar-Branco. Não me parece que tenha as mínimas condições para liderar o PSD. No currículo tem uma breve passagem como Ministro da Justiça no inenarrável Governo de Santana Lopes, do qual só se demarcou a partir do momento em que soube que o Governo estava condenado. Desde então, tem-se autoproposto como candidato à liderança, como fez nas últimas eleições, mas na hora da verdade não chegou a apresentar qualquer candidatura. Agora, depois de ter faltado a esse encontro, pretende recolher assinaturas para convocar um Congresso extraordinário. Por mim, acho que a oposição a Luís Filipe Menezes tem que ter muito mais consistência. E esta proliferação de candidaturas à liderança só o fortalece, pois dá uma imagem de uma oposição dividida, que ele facilmente esmagará em qualquer Congresso.

Seguramente que se exige algo mais de que o seu próprio voluntarismo para alguém poder chegar a líder do maior partido da oposição.

domingo, 30 de março de 2008

António Borges e o PSD.


António Borges desde há imenso tempo que tem sido apresentado como putativo candidato à liderança do PSD, mas o seu perfil é muito mais de economista do que político. Acaba de o demonstrar neste erro de principiante, que é o facto de ter trazido para a praça pública questões pessoais e empresariais, como a história da cessação dos contratos entre o Estado e a Goldman Sachs, que interessarão apenas a ele próprio e a esse Banco, mas não seguramente aos cidadãos, a quem se deveria dirigir. Manuel Pinho desmentiu-o prontamente, como se esperaria, e qualificou-o apenas como um gestor de banca que se queixa de uma decisão do Governo, o que não é seguramente imagem que queira ter um candidato a líder do PSD. Se é esta a oposição a Luís Filipe Menezes, ele manifestamente pode dormir descansado.