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segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Ainda a subida do IMI.

Para mostrar o ridículo com que as medidas fiscais deste Governo são encaradas lá fora, neste artigo de um jornal irlandês sugere-se que na Irlanda se passe a tributar a chuva, já que em Portugal se lembraram de lançar um imposto sobre o sol.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Dublin - Green Park




O Saint Stephen's Green Park, no centro de Dublin, é um jardim vitoriano que permite uns momentos de repouso e tranquilidade, em contraste com o movimento e a animação que caracterizam esta linda cidade.

Dublin - Trinity College





O Trinity College em Dublin constitui a mais importante universidade da Irlanda. É apresentada como sendo uma das mais antigas da Europa, apesar de ter sido fundada apenas em 1592, ou seja, 300 anos depois da fundação da primeira universidade portuguesa, em Lisboa. Impressiona principalmente visitar a sua imponente biblioteca, onde se encontra em exposição o livro de Kells, um magnífico manuscrito dos evangelhos, ilustrado por monges copistas, por volta do ano 800 d.c.. É um fascínio contemplar tão magnífica obra de arte que conseguiu sobreviver à inexorável marcha do tempo.

Dublin - Os protestos contra o FMI



Efectivamente é visível um sentimento popular de revolta contra a necessidade de a Irlanda recorrer ao FMI. As pessoas não compreendem como foi possível em tão curto espaço de tempo atingir uma crise tão grande que os leve a precisar de uma injecção de capital destas dimensões, ao mesmo tempo que se apela a uma redução do défice a realizar no curtíssimo prazo de quatro anos. Pela cidade são visíveis os apelos ao protesto.

O Parlamento Irlandês





Tivemos oportunidade de visitar o Parlamento Irlandês, o qual tinha acabado de aprovar as controversas medidas financeiras acordadas com o FMI e com a União Europeia. Dentro deste edifício respira-se a história da luta da Irlanda pela sua independência e soberania plena. É por isso compreensível a resistência que os irlandeses têm em abdicar de parte da sua soberania. O sentimento geral é de que se está a renunciar a algo que custou muito a conquistar.

Imagens de Dublin










Dublin é uma cidade absolutamente fascinante. O bulício das ruas, onde as pessoas se afadigam em compras contrasta com a herança histórica de velhos edifícios como a Mansion House, as velhas Igrejas, o Templo Maçónico, e o Mercado das Arcadas que atribuem à cidade um encanto peculiar.


quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

De partida para a Irlanda.


Mais uma curta viagem, desta vez para a Irlanda, onde terei a oportunidade de apreciar no local as consequências para o país do recurso ao Fundo de Estabilização do Euro e ao FMI. É espantoso como se enterraram num instante os sonhos de prosperidade de um país, que até há pouco tempo vivia num período de euforia económica. Mas a crise financeira internacional atacou fortemente a Irlanda, devido à exposição dos seus bancos aos produtos financeiros norte-americanos. Hoje o desemprego assola o país, tendo subido nos últimos cinco anos de 3% para 13,5%, levando a que inúmeros irlandeses partam para o estrangeiro. Já se fala num êxodo da população, estimando-se que entre 2009 e 2011 a Irlanda possa perder 5% dos seus habitantes, com 200.000 pessoas a procurar uma vida melhor no estrangeiro. Não será uma realidade nova para os irlandeses, que já experimentaram vários êxodos ao longo da sua história, a isso se devendo a fortíssima comunidade irlandesa nos Estados Unidos da América. Mas é triste voltarmos a assistir a isto em pleno séc. XXI, depois das promessas de estabilidade que foram feitas aos irlandeses em consequência da adesão ao euro.

domingo, 15 de junho de 2008

O referendo irlandês.


Afinal os irlandeses acabaram por dizer não ao Tratado de Lisboa. É um exercício de liberdade democrática que não pode deixar de se saudar, perante a intransigência dos eurocratas, que não aceitam que o povo de um Estado-Membro rejeite um Tratado que institui uma Europa cada vez mais distante, e em que cada vez menos os cidadãos se revêem.

Isto mesmo é demonstrado pela forma arrogante com que logo a seguir os dirigentes europeus, com Durão Barroso à cabeça, pretenderam que o resultado do referendo fosse ignorado e que a Irlanda fosse empurrada para uma espécie de limbo, onde seriam colocados os Estados que não procedam à ratificação do Tratado.

Mas já começam a aparecer na Europa políticos que, embora timidamente, resistem a continuar nesta teimosia de afastar a Europa cada vez mais dos cidadãos europeus. Neste âmbito, a recente proposta do ministro alemão Wolfgang Schaeuble de instituir a eleição do novo cargo de Presidente do Conselho Europeu por sufrágio universal é um passo na direcção certa.

Precisamos que os dirigentes europeus tenham efectiva legitimidade eleitoral, se quisermos que os cidadãos se revejam na Europa.

Mas assuma-se de uma vez que a Europa só se constrói a 27, não sendo dispensável nenhum dos Estados-Membros, nem aceitáveis diferentes velocidades na construção europeia. Respeite-se por isso a decisão dos irlandeses, afinal o único povo a quem foi permitido, por imposição constitucional, dizer o que pensava do Tratado de Lisboa.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

O referendo na Irlanda.

Conforme se refere aqui, constitui neste momento uma incógnita o resultado da votação da Irlanda em relação ao Tratado de Lisboa. Não deixaria de ser irónico que, depois de uma decisão totalmente antidemocrática de obrigar os Estados-Membros a ratificar o Tratado de Lisboa sem sujeição a referendo, o Tratado viesse a ser rejeitado pelo povo do único Estado-Membro que, por razões constitucionais, é obrigado a realizar esse referendo. Não me parece que se chegue a essa situação, pois acredito que os Irlandeses acabarão por votar "sim" ao Tratado. Em qualquer caso, é manifesto que o afastamento que a União Europeia, com este processo, veio criar em relação aos cidadãos europeus é extremamente prejudicial. A Europa constrói-se apelando à participação dos cidadãos e não excluindo-os nas fases mais importantes da sua evolução. Internamente, não deixará de ficar para a História a decisão do PS em quebrar o compromisso do referendo em Portugal, a que disparatadamente se associou o PSD. De facto, para os partidos do arco do poder interessa mais ser visto como "bom aluno" em Bruxelas do que respeitador da palavra dada aos eleitores em Portugal.