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quinta-feira, 25 de setembro de 2008

A proposta de adiamento do debate presidencial nos EUA

Tem sido considerada entre nós (ver aqui e aqui) como uma manobra desesperada da candidatura de John McCain a proposta do adiamento do primeiro debate presidencial, face à crise económica que os Estados Unidos estão a atravessar.
Acho a análise precipitada, semelhante às primeiras observações sobre a desvantagem da escolha de Sarah Palin, que hoje toda a gente reconhece que veio a trazer um contributo muito positivo a uma campanha que todos davam por perdida. John McCain já demonstrou ser exímio a tirar coelhos da cartola, e a superar adversidades eleitorais evidentes.
Pense-se um pouco: o debate que está agendado para sexta-feira é sobre política externa. Ora, no momento em que os cidadãos americanos estão a assistir ao descalabro da sua economia, que sentido fará a realização de um debate com um tema completamente estranho às preocupações do eleitorado? Se alguma coisa poderá produzir é o aumento da abstenção.
Por outro lado, tanto McCain como Obama são senadores norte-americanos. Ora, num momento em que a Administração Bush propõe ao Congresso a compra dos créditos incobráveis ("activos tóxicos") das instituições financeiras, levando a que seja o contribuinte americano a pagar a factura da aventura irresponsável do crédito "sub prime", não será de estranhar que os candidatos presidenciais se isolem do tema, e apareçam na televisão a discutir o Iraque, o Irão, Israel ou a Coreia do Norte?
Acho de facto que a proposta de McCain é capaz de lhe trazer alguma vantagem eleitoral. Vamos a ver o que sucede.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

A Super Terça-Feira.

Os resultados da Super Terça-Feira confirmaram ser inevitável a nomeação de John McCain no campo republicano. Já em relação aos democratas, verifica-se que Obama vence no maior número de Estados, mas Hillary Clinton acabou por ganhar os Estados mais importantes, o que torna impossível estabelecer já uma decisão. É manifesto, no entanto, que a posição de Hillary Clinton sai reforçada com estes resultados.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

John McCain e Hillary Clinton vencem na Florida.

Desde a contestada eleição de Bush em 2000, que se generalizou a expressão "it's Florida, Florida and Florida". O "Sunshine State" é efectivamente decisivo, quer para as eleições, quer para a nomeação, tanto assim que Rudy Giulani apostou tudo nesse Estado, estratégia que se verificou desastrosa, já se falando na sua desistência a favor de John McCain. A vitória de McCain parece tornar claro que será ele o candidato republicano, como a próxima Super Duper Tuesday seguramente confimará. Não estou a ver que Mitt Romney ou Mike Huckabee tenham qualquer possibilidade de ainda impedir a nomeação de McCain.
Também para Hillary Clinton a vitória na Florida, embora com valor apenas simbólico, é um passo importante na luta renhida com Barack Obama. Veremos, porém, o que se decide no dia 5 de Fevereiro no campo democrata.