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quinta-feira, 17 de abril de 2008

A demissão de Luís Filipe Menezes.

O PSD volta a entrar numa crise de liderança com a demissão de Luís Filipe Menezes. O homem que dizia que não saía, nem "à bomba", afinal saiu com apenas uns estalinhos provocados por alguns putativos candidatos à liderança.
Neste aspecto, acho que o maior inimigo de Luís Filipe Menezes foi ele próprio, com a disparatada recuperação de Santana Lopes para líder parlamentar, num ensaio de liderança bicéfala obviamente prejudicial para o PSD, e com intervenções absolutamente desastradas sobre os mais diversos assuntos. É manifesto que as coisas não lhe estavam a correr bem, mas a verdade é que esperava que tivesse dado mais luta.
Por outro lado, não tenho grandes esperanças em nenhum dos candidatos que se autopropuseram para a liderança do PSD, pelas razões expostas em posts anteriores. O Partido tem melhor e deve apresentar melhor.

Aguiar-Branco e o PSD.


É manifesto que a actual situação do PSD é motivo para grande preocupação, especialmente depois dos tristes episódios a que temos assistido nos últimos tempos.

Não me parece, porém, muito edificante que simultaneamente se assista na praça pública a um autêntico desfile de candidatos à liderança, que se vão exibindo na comunicação social. Depois de António Borges e Pedro Passos Coelho, surge agora Aguiar-Branco. Não me parece que tenha as mínimas condições para liderar o PSD. No currículo tem uma breve passagem como Ministro da Justiça no inenarrável Governo de Santana Lopes, do qual só se demarcou a partir do momento em que soube que o Governo estava condenado. Desde então, tem-se autoproposto como candidato à liderança, como fez nas últimas eleições, mas na hora da verdade não chegou a apresentar qualquer candidatura. Agora, depois de ter faltado a esse encontro, pretende recolher assinaturas para convocar um Congresso extraordinário. Por mim, acho que a oposição a Luís Filipe Menezes tem que ter muito mais consistência. E esta proliferação de candidaturas à liderança só o fortalece, pois dá uma imagem de uma oposição dividida, que ele facilmente esmagará em qualquer Congresso.

Seguramente que se exige algo mais de que o seu próprio voluntarismo para alguém poder chegar a líder do maior partido da oposição.