Pode ver-se aqui um registo da minha intervenção televisiva de hoje na TVI sobre a reforma do arrendamento.
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quarta-feira, 6 de abril de 2016
Intervenção televisiva.
Vou estar hoje no Telejornal da TVI a partir das 14h10m para debater a situação da reforma do arrendamento.
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
O não regresso de Manuela Moura Guedes.
Afinal, pouco tempo depois de ter escrito o post anterior, confirmaram-se os meus receios sobre o não regresso do Jornal Nacional de Manuela Moura Guedes. Em consequência, demitiu-se a Direcção de Informação da TVI, o que só demonstra a sua verticalidade.
Acho este assunto grave demais para passar em claro. Em primeiro lugar, os eleitores têm o direito de saber o que é que o Jornal Nacional ia publicar, que tenha justificado a sua suspensão na véspera de ser emitido. Em segundo lugar, há que esclarecer os contornos de toda esta suspensão, no que fica como um dia negro para a liberdade de imprensa em Portugal.
Se alguém tinha dúvidas sobre a "asfixia democrática" em que vivemos, essas dúvidas ficaram hoje removidas. Um país onde os jornalistas não têm liberdade para investigar a actuação pública dos governantes é um país amordaçado. Talvez Mário Soares pudesse fazer hoje uma segunda edição do Le Portugal Bailloné.
O regresso de Manuela Moura Guedes.
Fico muito satisfeito com a notícia do regresso do Jornal Nacional de Manuela Moura Guedes, por cuja continuação temi seriamente, depois da saída de José Eduardo Moniz da TVI. Esse Jornal Nacional pode ter muitos defeitos, mas é uma demonstração de jornalismo aguerrido, que me parece fundamental na pasmaceira em que actualmente se tornaram os programas informativos.
Hoje em dia, assistimos a entrevistas em que os jornalistas não fazem uma única pergunta incómoda ao entrevistado ou, quando a fazem, quase que lhe pedem desculpa, dizendo serem obrigados a colocá-la. Organizam-se debates na televisão, que não passam de tempos de antena conjuntos, em que os jornalistas ficam colocados na posição de meros cronómetros dos políticos, apresentando temas previamente comunicados e limitando-se a pedir que respeitem as regras do debate. É um panorama triste, e mau para os próprios políticos, uma vez que destrói a verdadeira essência da política, enquanto combate por ideias e princípios, e onde o êxito depende da assunção de riscos.
Para confirmar esta opinião compare-se qualquer antigo debate entre Mário Soares, Sá Carneiro, Álvaro Cunhal ou Freitas do Amaral com o debate a que assistimos ontem entre José Sócrates e Paulo Portas. Antigamente os debates eram intensos, polémicos e vivos. Hoje os debates são formatados, previsíveis e sem espontaneidade. Não pode surgir nenhum tema novo e os participantes limitam-se a debitar o seu discurso ensaiado durante o tempo de que dispõem. Não admira que depois o resultado seja sempre o de que ninguém ganhou...
Continua a haver, no entanto, alguns jornalistas que se mantêm acutilantes e não se preocupam em cair nas boas graças de quem transitoriamente exerce o poder. Uma delas é Manuela Moura Guedes. Espero por isso ansiosamente pelo Jornal Nacional de amanhã da TVI.
Hoje em dia, assistimos a entrevistas em que os jornalistas não fazem uma única pergunta incómoda ao entrevistado ou, quando a fazem, quase que lhe pedem desculpa, dizendo serem obrigados a colocá-la. Organizam-se debates na televisão, que não passam de tempos de antena conjuntos, em que os jornalistas ficam colocados na posição de meros cronómetros dos políticos, apresentando temas previamente comunicados e limitando-se a pedir que respeitem as regras do debate. É um panorama triste, e mau para os próprios políticos, uma vez que destrói a verdadeira essência da política, enquanto combate por ideias e princípios, e onde o êxito depende da assunção de riscos.
Para confirmar esta opinião compare-se qualquer antigo debate entre Mário Soares, Sá Carneiro, Álvaro Cunhal ou Freitas do Amaral com o debate a que assistimos ontem entre José Sócrates e Paulo Portas. Antigamente os debates eram intensos, polémicos e vivos. Hoje os debates são formatados, previsíveis e sem espontaneidade. Não pode surgir nenhum tema novo e os participantes limitam-se a debitar o seu discurso ensaiado durante o tempo de que dispõem. Não admira que depois o resultado seja sempre o de que ninguém ganhou...
Continua a haver, no entanto, alguns jornalistas que se mantêm acutilantes e não se preocupam em cair nas boas graças de quem transitoriamente exerce o poder. Uma delas é Manuela Moura Guedes. Espero por isso ansiosamente pelo Jornal Nacional de amanhã da TVI.
sexta-feira, 26 de junho de 2009
As confusões em torno da TVI.
Primeiro, Sócrates diz que o negócio da compra da TVI pela PT respeita a empresas privadas e nada sabe sobre ele, mas deixa escapar que as preocupações da oposição se prendem com a possibilidade de mudança da linha editorial do canal. Manuela Ferreira Leite declara ser impossível esse desconhecimento, face à golden share que o Estado mantém na PT.
A seguir, a PT confirma o interesse no negócio e aparecem vários economistas a dizer que o mesmo faz todo o sentido do ponto de vista da estratégia da empresa. Assegura-se que a linha editorial da estação não será alterada e que José Eduardo Moniz se manterá no cargo.
Depois, Sócrates usa a golden share para vetar o negócio, a pretexto do escândalo que o mesmo provocou, o que é totalmente contraditório com as suas declarações anteriores. Manuela Ferreira Leite acusa-o então de usar a golden share para fins pessoais.
Sobre estas confusões só posso dizer uma coisa: é a de que faço votos de que este assunto seja tratado no Jornal Nacional de Sexta-Feira da TVI.
sexta-feira, 23 de maio de 2008
O debate entre os candidatos à liderança do PSD

Não foi muito esclarecedor o debate entre os candidatos à liderança do PSD, mas foi bastante animado. O mérito cabe todo a Manuela Moura Guedes, que demonstrou uma enorme acutilância e contundência nas questões que ia colocando, sujeitando todos os candidatos a um autêntico fogo de artilharia. Na verdade, custa muito a compreender como é que uma televisão que tem uma jornalista deste calibre a deixa fora dos ecrãs durante tanto tempo.
Manuela Ferreira Leite teve uma prestação relativamente apagada, até porque falou menos tempo. Não concordo com a análise de Vasco Pulido Valente de que isso a beneficiou. O que a beneficiou foi a sondagem à opinião pública, exibida minutos antes do debate, que lhe dava uma vitória esmagadora, o que a colocou logo em posição de vantagem, antes mesmo de o debate se iniciar. Este não é, porém, um processo que me pareça correcto, já que a televisão deve assegurar nos debates a igualdade entre todos os candidatos, sendo aliás de salientar a grande capacidade de resistência que os outros demonstraram perante a manobra. Em qualquer caso, Manuela Ferreira Leite teve o tiro mais certeiro da noite, quando chamou a atenção para a inexistência de qualquer projecto de revisão do Código do Trabalho, o que já tínhamos referido aqui. Em tudo o mais, achei as suas intervenções apagadas, sendo manifesta a dificuldade em se libertar da imagem de austera Ministra das Finanças, que a tem perseguido.
Por contraste, Pedro Passos Coelho tem sido a grande revelação desta campanha. Com um discurso inovador, com uma forte componente liberal, tem seguramente marcado a agenda, o que levou a que tenha sido objecto de um fortíssimo ataque por parte de Manuela Moura Guedes que, citando Santana Lopes, chegou ao ponto de o acusar de falta de passado, o que é altamente injusto perante alguém com o currículo partidário de Passos Coelho. Falta de passado foi precisamente aquilo de que Mário Soares acusou Cavaco Silva, quando ele foi eleito líder do PSD, e viu-se os resultados dessa acusação. Na verdade, o futuro é muito mais importante que o passado.
Santana Lopes é para mim o pior de todos os candidatos, sendo dificílimo esquecer a desastrada experiência governativa em que se envolveu, e da qual parece que não retirou lição alguma, já que tem trazido para esta campanha uma série de recriminações contra outros militantes pelo fracasso do seu Governo, de que é o único que se pode queixar. É, no entanto, imperioso reconhecer que ele está como peixe na água nestas aparições televisivas, e que por isso o debate até nem lhe correu mal.
A surpresa do debate foi Patinha Antão. Sendo assumidamente um candidato "outsider" e que até aparecia completamente esmagado na sondagem inicial, soube dar a volta ao debate, surgindo com um discurso bastante sólido e consistente, que nem Manuela Moura Guedes conseguiu quebrar. Não tem hipóteses de vencer a corrida, mas o debate correu-lhe bem.
O actual agravamento da crise económica, sem soluções por parte do Governo, implica que, ao contrário do que todos supunham, Sócrates pode ser derrotado em 2009. O líder do PSD deve ser aquele que esteja em melhores condições de o conseguir. Isto, infelizmente, acho que ainda não ficou esclarecido hoje.
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