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segunda-feira, 23 de junho de 2008

A situação no Zimbabwe.


Não há nada mais revoltante que um ditador ensaiar a realização de eleições, convencido de que se manterá no poder, e perante a clara rejeição popular manifestada em urnas, ameaçar manter-se no cargo à lei da bala. É o que infelizmente estamos a assistir no Zimbabwe de Robert Mugabe. Trata-se de um comportamento escandaloso, pois rouba a legítima esperança de um povo à mudança de um Governo que nos últimos tempos só lhe tem trazido miséria e repressão.

Em consequência desta atitude de Mugabe, o líder da oposição, Morgan Tsvangirai já declarou que não irá participar na fraude eleitoral que todos adivinham, posição que se justifica inteiramente até por receio pelos riscos para a vida e liberdade dos seus apoiantes. Perante esta atitude, o Governo do Zimbabwe responde com um patético apelo à participação nas eleições, quando é incapaz de assegurar que elas decorram de forma livre e justa.

A única pergunta que há a fazer é esta: até quando a Comunidade internacional vai continuar a assistir impotente perante esta grosseira violação dos direitos humanos no Zimbabwe?

terça-feira, 22 de abril de 2008

Agrava-se a crise no Zimbabwe.

Conforme se dá conta aqui, começam a ser dramáticos os apelos que surgem do Zimbabwe, onde a situação ameaça conduzir a um genocídio, com Robert Mugabe a querer ganhar pelas armas o que não conseguiu nas urnas. É tempo de o mundo fazer sentir a Mugabe que este tipo de comportamento não é aceitável em pleno século XXI. E neste aspecto as nações africanas têm um papel fundamental a desempenhar. O continente africano não pode continuar a ser palco de tragédias como aquela a que estamos presentemente a assistir. Exija-se a liberdade para o povo do Zimbabwe decidir o seu destino.

sábado, 5 de abril de 2008

As eleições no Zimbabwe.


Como se esperava, Robert Mugabe não vai abandonar a bem o poder no Zimbabwe, preparando-se para contestar o resultado das legislativas e organizar uma segunda volta das presidenciais, que seguramente irá dar como resultado a sua vitória, a bem ou a mal.

As palavras do seu seguidor Mutase aqui citadas: "Quem ousará disputar o lugar do nosso venerável ancião?" são bem elucidativas.

A oposição pode ganhar nas urnas, mas não tem o controlo das forças armadas, nem da polícia, e em ditadura esse factor é decisivo. Por outro lado, a reforma dos ditadores não costuma ser tranquila, como se tem visto perante os exemplos de queda das diversas ditaduras no mundo, e Mugabe não quer seguramente esse destino. É por isso manifesto que o "venerável ancião" irá permanecer no cargo, a menos que o consigam tirar á força.

É pena para o povo do Zimbabwe, que merecia melhor sorte.

domingo, 30 de março de 2008

Zimbabwe: a vitória da oposição?


Seria magnífico que se confirmasse esta notícia de vitória da oposição no Zimbabwe, pondo-se termo por via democrática ao governo de 25 anos de Robert Mugabe no Zimbabwe, com consequências calamitosas para esse país. Os anúncios de fraude eleitoral e a mobilização das forças militares levam-nos, porém, a recear pelo pior.