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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Os ricos que paguem a crise.

É absolutamente inacreditável esta notícia. Verifica-se que a principal bandeira do PS nesta época de crise é o aumento de impostos, pretensamente para os mais ricos, mas que vão seguramente atingir os titulares de rendimentos médios, uma vez que muitos desses titulares acabam por cair nos últimos escalões do IRS.
É preciso perceber que as deduções que actualmente existem são deduções à colecta do imposto, e que só são permitidas em relação a despesas muito restritas, como a saúde e a educação, o que já prejudica os titulares de rendimentos mais altos. O que desta notícia resulta é que quem tenha uma doença grave e se veja obrigado a gastar todo o seu rendimento em despesas de saúde deixará de as poder deduzir, passando a pagar impostos como se nada tivesse gasto. A falta de escrúpulos desta voracidade fiscal não tem limites, mesmo que disfarçada pelo pretexto de beneficiar a classe média.
Este novo discurso do Governo lembra o velho slogan da UDP nos anos 70: "os ricos que paguem a crise". Há, porém, que lembrar o que ensinava o Prof. Sousa Franco, de quem fui aluno a Finanças Públicas, nas suas lições: Em depressão económica, os impostos reduzem-se. Agravá-los é agravar a depressão. Este Governo, no entanto, está mais uma vez à deriva na sua resposta à crise.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Confirma-se a recessão em Portugal.

Como já era mais que esperado, surge agora a notícia de que Portugal vai entrar em recessão em 2009, sendo as previsões do Banco de Portugal bastante negras. Por aqui se chega à conclusão como era absurdo o discurso do Governo nos últimos tempos de que Portugal iria escapar à crise internacional, discurso esse de que o Primeiro-Ministro não se afastou ontem na entrevista à SIC, ainda que tenha sido forçado a admitir que "tudo indica que Portugal irá entrar em recessão". Claro que já apareceu o discurso desculpabilizador dos seus apoiantes, a dizer que os outros países comunitários também estão a entrar em recessão, e que a nossa até nem é das mais graves. 
O problema destes discursos é que insistem na realização de políticas económicas em contraciclo, que incluem grandes obras públicas, como o novo aeroporto e o TGV, que o País não está em condições de aguentar. E não se altera o Orçamento de Estado, que se sabe perfeitamente que não tem hoje qualquer correspondência com a realidade. Como pediu o Presidente da República na sua mensagem de Ano Novo, é altura de falar a verdade aos Portugueses. E isso seguramente que não é feito quando alguém é perguntado sobre o défice externo e se põe a falar do investimento nacional em energias renováveis.


quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Sócrates ou o optimismo.

Com estas declarações, José Sócrates decidiu imitar Pangloss, personagem do Candide, de Voltaire: "tout va pour le mieux dans le meilleur des mondes".