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terça-feira, 21 de abril de 2015

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Pela extinção do Tribunal Constitucional.

As confusões criadas pelo processo de escolha dos juízes para o Tribunal Constitucional tornaram absolutamente evidente que o mesmo deveria ser extinto e a fiscalização da constitucionalidade passar para o Supremo Tribunal de Justiça. O mesmo deveria acontecer também com o Supremo Tribunal Administrativo. Neste quadro de redução das despesas do Estado não há qualquer razão para a existência de três Supremos Tribunais em Portugal. Um chega perfeitamente, devendo ser naturalmente o Supremo Tribunal de Justiça.

Os defensores do Tribunal Constitucional encetaram, porém, uma campanha destinada a salvar esse tribunal, absolutamente desnecessário e até pernicioso a uma efectiva defesa da Constituição. No quadro dessa campanha, nada melhor que organizar um debate como este em que só participam os defensores do Tribunal Constitucional. Está demonstrado o entendimento que os organizadores têm do pluralismo de opiniões e do confronto de posições. Mas, na verdade, apenas com debates organizados desta forma é possível defender a existência do Tribunal Constitucional.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

A moção de censura ao Governo.

O debate da moção de censura ao Governo demonstrou que o estilo de José Sócrates está completamente esgotado, como se vê pelas contradições em torno do TGV. Efectivamente, o Governo ficou completamente à defesa neste debate, não sendo capaz de responder às inúmeras questões colocadas pela oposição. Neste âmbito, acho que a decisão de Paulo Portas em apresentar a moção se revelou uma jogada política inteligente, tendo sido correcta a decisão do PSD em acompanhar essa votação. Efectivamente, ninguém compreenderia uma abstenção, perante a contestação que o Governo sofreu nas urnas. Mesmo a abstenção dos partidos à esquerda do PS me parece um erro político, pois dá a entender aos eleitores que estão disponíveis para viabilizar novo Governo de Sócrates.
O que me espantou no debate é que tenha passado sem qualquer resposta o argumento do Governo de que a moção não fazia sentido, porque não permitiria alterar a data das eleições. Na verdade a função das moções de censura não é antecipar as eleições, mas antes demitir o Governo (art. 195º, nº1, f) da Constituição). Ora, o actual Governo está no pleno exercício das suas funções, enquanto que se fosse agora demitido teria que se limitar aos actos estritamente necessários para assegurar a gestão dos negócios públicos (art. 186º, nº5 da Constituição). A moção de censura tem, por isso, todo o sentido jurídico, ainda que não tivesse possibilidade de ser aprovada. Em termos políticos, é manifesto que ela permitiu capitalizar no Parlamento os resultados obtidos nas eleições europeias.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

O desafio do debate a Sócrates.

Leio aqui que Manuela Ferreira Leite desafiou Sócrates para um debate televisivo, o que foi imediatamente por este recusado. Era de esperar que tal acontecesse, uma vez que a entrevista à SIC demonstrou a clara falta de preparação de Sócrates nas questões económicas, sempre a fugir para outros assuntos. Mas a verdade é que desde há muitos anos a esta parte todos os Governos fugiram a debates com a oposição, salvo em período de campanha eleitoral, e mesmo aí nem sempre se conseguiu organizar debates. Ora, seria fundamental que se instituisse uma cultura de debate periódico entre a oposição e o Governo, e este período de crise que atravessamos constituiria um motivo excelente para que a actual tradição fosse invertida. Acho por isso que Sócrates andou mal em recusar este debate, que afinal dificilmente lhe poderia correr pior do que correu a sua entrevista à SIC.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

O debate entre os candidatos à liderança do PSD


Não foi muito esclarecedor o debate entre os candidatos à liderança do PSD, mas foi bastante animado. O mérito cabe todo a Manuela Moura Guedes, que demonstrou uma enorme acutilância e contundência nas questões que ia colocando, sujeitando todos os candidatos a um autêntico fogo de artilharia. Na verdade, custa muito a compreender como é que uma televisão que tem uma jornalista deste calibre a deixa fora dos ecrãs durante tanto tempo.

Manuela Ferreira Leite teve uma prestação relativamente apagada, até porque falou menos tempo. Não concordo com a análise de Vasco Pulido Valente de que isso a beneficiou. O que a beneficiou foi a sondagem à opinião pública, exibida minutos antes do debate, que lhe dava uma vitória esmagadora, o que a colocou logo em posição de vantagem, antes mesmo de o debate se iniciar. Este não é, porém, um processo que me pareça correcto, já que a televisão deve assegurar nos debates a igualdade entre todos os candidatos, sendo aliás de salientar a grande capacidade de resistência que os outros demonstraram perante a manobra. Em qualquer caso, Manuela Ferreira Leite teve o tiro mais certeiro da noite, quando chamou a atenção para a inexistência de qualquer projecto de revisão do Código do Trabalho, o que já tínhamos referido aqui. Em tudo o mais, achei as suas intervenções apagadas, sendo manifesta a dificuldade em se libertar da imagem de austera Ministra das Finanças, que a tem perseguido.

Por contraste, Pedro Passos Coelho tem sido a grande revelação desta campanha. Com um discurso inovador, com uma forte componente liberal, tem seguramente marcado a agenda, o que levou a que tenha sido objecto de um fortíssimo ataque por parte de Manuela Moura Guedes que, citando Santana Lopes, chegou ao ponto de o acusar de falta de passado, o que é altamente injusto perante alguém com o currículo partidário de Passos Coelho. Falta de passado foi precisamente aquilo de que Mário Soares acusou Cavaco Silva, quando ele foi eleito líder do PSD, e viu-se os resultados dessa acusação. Na verdade, o futuro é muito mais importante que o passado.

Santana Lopes é para mim o pior de todos os candidatos, sendo dificílimo esquecer a desastrada experiência governativa em que se envolveu, e da qual parece que não retirou lição alguma, já que tem trazido para esta campanha uma série de recriminações contra outros militantes pelo fracasso do seu Governo, de que é o único que se pode queixar. É, no entanto, imperioso reconhecer que ele está como peixe na água nestas aparições televisivas, e que por isso o debate até nem lhe correu mal.

A surpresa do debate foi Patinha Antão. Sendo assumidamente um candidato "outsider" e que até aparecia completamente esmagado na sondagem inicial, soube dar a volta ao debate, surgindo com um discurso bastante sólido e consistente, que nem Manuela Moura Guedes conseguiu quebrar. Não tem hipóteses de vencer a corrida, mas o debate correu-lhe bem.

O actual agravamento da crise económica, sem soluções por parte do Governo, implica que, ao contrário do que todos supunham, Sócrates pode ser derrotado em 2009. O líder do PSD deve ser aquele que esteja em melhores condições de o conseguir. Isto, infelizmente, acho que ainda não ficou esclarecido hoje.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

O debate Clinton-Obama no Ohio.

Não sei se isto é realmente um grande erro da realização do debate ou se é intencional, porque "si non é vero, é bene trovato". Em qualquer caso, demonstra que os ataques gozando com o estilo do outro candidato, às vezes se voltam contra quem os pratica.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Debate Clinton - Obama + Edwards

O debate Clinton-Obama.

O debate de ontem entre Clinton e Obama relatado aqui serviu para acirrar o confronto entre os dois a um nível inesperado, que torna improvável que ainda se possam juntar num único ticket. A estratégia neste caso de recurso ao ataque pessoal não é boa para nenhum dos candidatos. Mas, apesar do crescendo da campanha de Hillary Clinton, eu continuo a apostar em Obama, que se as sondagens aqui referidas se confirmarem, irá ter uma esmagadora vitória na
Carolina do Sul.