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quinta-feira, 5 de março de 2009

O corte de juros pelo BCE.

É cada vez mais difícil compreender a racionalidade nas decisões do BCE parecendo que o mesmo se encontra enredado numa teia de burocracia, que o impede de adoptar qualquer política monetária minimamente coerente. Depois de ter andado a subir as taxas consecutivamente, perante sinais evidentes de uma crise grave na Europa, Jean-Claude Trichet volta a descer de forma insuficiente os juros, ao mesmo tempo que não exclui futuras descidas
Cabe perguntar qual a razão por que o BCE insiste em reagir por forma tão lenta a esta crise brutal que atinge a Europa. Se até o Banco de Inglaterra acaba de fixar a taxa da libra em 0,5% e o FED tem há bastante tempo a taxa de juro relativa ao dólar a oscilar entre 0 e 0,5%, nada justifica que o BCE tenha uma taxa de juro superior em 1% a estes países, o que contribui para apreciar de forma brutal o euro em relação a estas moedas, com consequências dramáticas para a economia europeia.
Se há tema que me parece fundamental discutir nas próximas eleições europeias, é se o BCE se encontra a funcionar adequadamente nesta época de crise. Pela minha parte, acho que deveria ser objecto de uma reforma profunda.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Confirma-se a recessão.



Os receios que tinha expresso neste post confirmaram-se integralmente. É manifesto que a América vai entrar em recessão, como o comprova a descida de emergência de 0,75% na taxa de juro para os 3,5%, recessão essa que se vai estender inevitavelmente à Europa. E por isso o BCE vai ter finalmente que abandonar de vez a política de avestruz de fixar e mesmo ameaçar subir a taxa de juro, o que só tem contribuído para colocar o euro em valores perto dos 1,5 dólares. Já se fala, por isso, finalmente na descida das taxas.


Neste quadro, há que louvar o discurso realista que foi feito por Cavaco Silva, alertando para a gravidade da situação. Em contrapartida as considerações optimistas de José Sócrates e Teixeira dos Santos aqui referidas fazem de facto lembrar o célebre discurso do oásis de outros tempos, como se salientou aqui.