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sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

A falência da Qimonda.

Conforme se previa, o ano de 2009 está a revelar-se dramático em termos de agravamento da crise financeira internacional. Agora sabe-se que a holding do Grupo Qimonda se declarou falida no tribunal de Munique. Dado que a Qimonda portuguesa é o maior exportador nacional, é manifesto que as consequências desta falência vão ser traumáticas para a economia portuguesa em geral e para a região do Vale do Ave em particular, onde os encerramentos de empresas têm vindo nos últimos tempos a ser uma constante.
Esta é uma das lições da globalização. A falência de uma empresa num país afecta todas as suas participadas nos outros países, que caem como um castelo de cartas. Mas perante esta realidade inelutável, não vejo que utilidade possam ter as conversas entre Angela Merkel e Sócrates sobre este assunto. A não ser que a ideia seja continuar a injectar dinheiro dos contribuintes em empresas em dificuldades. A ser assim, pergunta-se até quando é que isso pode continuar a suceder.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Segue-se a AIG?

Por esta notícia somos informados que o Governador do Estado de New York, David Paterson, declarou que a maior seguradora norte-americana, a American International Group (AIG) tem que arranjar num dia (!) entre 75 a 80 mil milhões de dólares, se quiser evitar a falência. Uma notícia destas normalmente provoca o colapso financeiro de qualquer empresa, pelo que é muito duvidoso que a AIG consiga reforçar os seus capitais próprios nesse montante. Mas aguardamos para ver se um milagre ainda é possível neste curtíssimo prazo.
Em qualquer caso, se vier a concretizar-se esta falência, as consequências serão muito mais dramáticas para os cidadãos comuns do que na falência da Lehman Brothers. Uma seguradora não é um banco de investimento, assegurando uma necessidade muito mais vital, que é a cobertura do risco das pessoas. Com a importância que o negócio de seguros tem na América, o que se vai passar é que esta falência levará a que muitos americanos deixem de ter cuidados de saúde assegurados, percam o direito à pensão de reforma para que tinham descontado, e os seus familiares deixem de ter protecção em caso de morte. Para além disso, as consequências irão repercutir-se em todas as outras seguradoras à escala mundial, face ao sistema de resseguro instituído.
Vai ser dramático para os americanos e mesmo para o mundo em geral o legado da presidência de George W. Bush.
Aditamento.
Afinal a Reserva Federal Americana decidiu assumir o controlo da AIG, fornecendo os 80 mil milhões de dólares necessários para evitar a falência. Resta saber até quando o sector público americano poderá continuar a injectar capital para salvar empresas numa economia em contínuo descalabro.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

A Lehman Brothers já não mora aqui.

Esta notícia da falência da Lehman Brothers confirma as piores apreensões quanto à dimensão da crise económica provocada pelo colapso do crédito sub prime norte-americano. Efectivamente, é manifesto que o peso do sector financeiro na economia se vai reduzir consideravelmente, podendo assistir-se a uma série de falências em cascata de instituições financeiras, com a ruína económica de empresas e particulares que nelas aplicaram as suas poupanças. Por outro lado, com a economia tão globalizada, qualquer falência desta dimensão tenderá a produzir um efeito de arrastamento da crise para outros países. É manifesto que tempos difíceis se aproximam. Não sei mesmo se este dia, 15 de Setembro de 2008, não ficará na História como "a segunda-feira negra" que antecedeu a Grande Depressão do séc. XXI.
O FMI é que já veio dizer que tinha avisado para a dimensão da crise e que o pior ainda está para vir. Não se compreende por isso que o Ministro das Finanças se declare surpreendido com a duração da instabilidade. A situação exige que o País esteja preparado para a crise que se avizinha. Espera-se, por isso, que o próximo orçamento de Estado seja realista e acautele a evolução da situação internacional.