Sempre fui de opinião que o processo de Bolonha só serviria para transformar o ensino superior português numa bandalheira. Mas nessa altura havia uns iluminados modernaços que apregoavam aos sete ventos as maravilhas desse processo e se recusavam a ouvir os opositores a este disparate. Os resultados da sua obstinação estão à vista. E agora abrem-se inquéritos para quê? Há alguém de boa fé que ignore aonde isto nos conduziu?
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quinta-feira, 14 de setembro de 2017
sábado, 30 de maio de 2015
O descrédito do processo de Bolonha.
Agora é o próprio Parlamento, que obrigou a reduzir todas as licenciaturas, ao mesmo tempo que equiparou as licenciaturas de Bolonha às anteriores, que diz que afinal não aceita licenciados de Bolonha. Mas ao que parece, entende que a Ordem dos Advogados deve continuar a permitir o acesso à profissão de advogado sem a exigência de mestrado, ao contrário do que sucede com as magistraturas. É espantosa a enorme confusão que foi criada no ensino superior português em consequência deste infeliz processo de Bolonha. Se em Portugal houvesse um pouco de bom senso, em lugar de andar a correr atrás de qualquer novidade, por mais disparatada que seja, muitos prejuízos seriam evitados. E neste caso os mais prejudicados são principalmente os estudantes, sujeitos irresponsavelmente a um processo de Bolonha, em que nem o próprio Parlamento, que foi quem o criou, acredita. Não deveria o Estado assumir responsabilidade civil por este processo?
sábado, 22 de março de 2014
O processo de Bolonha.
O processo de Bolonha foi um verdadeiro atentado contra o ensino superior em Portugal. Ordenou-se a redução das licenciaturas e mestrados apenas por razões de poupança, julgando ingenuamente que o mercado nunca iria distinguir entre as pessoas que obtiveram o grau antes de Bolonha das que só o obtiveram posteriormente. Como é óbvio, o mercado não tem feito outra coisa, gerando acrescidas dificuldades de entrada no mercado de trabalho às pessoas que obtêm hoje uma formação universitária. Não admira por isso que agora se queira recuar. Mas já é tarde.
terça-feira, 30 de agosto de 2011
O falhanço do processo de Bolonha II.
Já tinha aqui escrito sobre o clamoroso falhanço do processo de Bolonha e o desastre a que conduziu ao equiparar as antigas às novas licenciaturas, equiparação essa em que ninguém no mercado de trabalho acredita. Conforme se denuncia aqui e aqui, começa agora a ser visível um outro efeito perverso desse processo, que é a desvalorização do próprio grau de Doutor. Efectivamente, a menor exigência de anos de formação para a concessão desse grau, conforme é imposto por lei, conduziu ao surgimento de "doutoramentos de valor deteriorado", já se estando a referir que o grau de Doutor de hoje equivale ao grau de Mestre dos anos 80 e 90. Gostávamos, no entanto, de saber quem é que ganha com esta desvalorização de todos os graus do ensino superior. Num país em que a culpa morre sempre solteira, é lamentável que ninguém assuma a responsabilidade pelo desastre de todo este processo.
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
O falhanço do processo de Bolonha.
Quando se fizer a história do ensino universitário português na viragem do século não deixará de ser salientado o falhanço clamoroso do denominado processo de Bolonha. Efectivamente a decisão de reduzir a duração dos cursos universitários foi absolutamente irresponsável. Em primeiro lugar, prejudicou imenso o prestígio social do ensino universitário. Em segundo lugar, foi altamente prejudicial para os novos licenciados, que hoje se confrontam com muito mais dificuldades de acesso ao mercado de trabalho.
Era óbvio para qualquer pessoa, excepto talvez para os responsáveis governamentais, que, ao se decretar uma redução da duração dos cursos, o mercado de trabalho iria imediatamente fazer uma distinção entre antigas e novas licenciaturas. Essa distinção está efectivamente a ser feita, não apenas pelas diversas Ordens profissionais, mas também pelas próprias Universidades, que já admitem equiparar ao mestrado as licenciaturas pré-Bolonha. Daqui resulta em consequência que o pressuposto da igualdade entre as licenciaturas pré e pós-Bolonha, em que assentou a reforma do ensino universitário, se apresenta como totalmente falso, não convencendo hoje ninguém.
Com este processo prejudicou-se imenso a situação dos novos licenciados. Todos sabem que os recém-chegados ao mercado de trabalho estão em pior situação do que os que já lá se encontram, uma vez que a experiência profissional é algo muito valorizado nesse mercado. Sabendo o mercado que a sua formação universitária é ainda inferior, as dificuldades de inserção profissional serão muito incrementadas.
Por aqui se vê como o processo de Bolonha acabou por ser altamente prejudicial aos alunos a que foi aplicado. Infelizmente, no entanto, mais uma vez ninguém irá assumir a responsabilidade pelos efeitos desastrosos deste processo.
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