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sexta-feira, 4 de abril de 2008

A violência nas escolas II

Depois das corajosas denúncias do Procurador-Geral da República sobre a violência nas escolas, vem agora a Ministra da Educação confessar que já sabia desta gravíssima situação há muito tempo.
A sua resposta foi, no entanto, típica do discurso eduquês com que o Ministério da Educação habitualmente trata os problemas no ensino. Refere que "são dados que são compilados e reportados pelo próprio Ministério da Educação. E resolvidos também". O "também" é elucidativo, pois parece demonstrar que a resolução dos problemas de violência é algo que apenas acresce à magna tarefa de compilar e reportar dados. Na verdade, somos informados que uma das apostas do Ministério é "desde logo, melhorar o sistema de observação que permite ter hoje um conhecimento muito próximo, quase diria, no momento, das coisas que estão a acontecer nas escolas, podendo evidentemente apoiá-las na resolução dos problemas". O que interessa para o Ministério é assim o conhecimento próximo e apenas eventualmente apoiar a resolução dos problemas.
Quando é que o Ministério da Educação perceberá que a escola pública de qualidade é um bem valioso de mais para ser posto em risco por políticas que apenas a tratam como cobaia para observações e experiências? A violência nas escolas não se compadece com atitudes passivas de observação. Exige uma actuação imediata de resolução dos problemas. Quanto a observadores e recolha de dados, já chegam as filmagens pelo telemóvel e a sua colocação no Youtube.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

A violência nas escolas.

Os apelos do Procurador-Geral da República relativos à denúncia dos casos de violência nas escolas fazem mais pelo nosso sistema de ensino que as sucessivas reformas politicamente correctas efectuadas pelo Ministério da Educação nos últimos anos e que conduziram o ensino secundário ao caos em que se encontra.
Não deve haver ilusões a respeito da necessidade de restaurar a disciplina e pôr fim à violência nas escolas. Não é possível a nenhum professor dar aulas num quadro de violência e de indisciplina dos alunos, e essa situação só se perpetuará se a mensagem que se der aos professores for a de estar calado para evitar problemas. Tal só conduzirá a que nenhum aluno aprenda absolutamente nada na escola, o que levará a que a função social da escola pública, que é a de assegurar a igualdade de oportunidades dos cidadãos, proporcionando a todos um ensino de qualidade, seja inevitavelmente posta em causa.
Não venham os responsáveis do Ministério da Educação censurar a intervenção do Procurador-Geral da República nesta área. É verdade que deveria ter sido o Ministério da Educação a dar atempadamente solução a estes problemas, assegurando a disciplina nas escolas e reprimindo severamente os casos de violência. Mas, se o Ministério da Educação não soube assumir em tempo útil as suas próprias responsabilidades, é bom que o Ministério Público assuma agora as suas.

quarta-feira, 26 de março de 2008

A violência nas escolas.

O Secretário de Estado da Educação acha "lamentáveis" as declarações do Procurador-Geral da República sobre a violência nas escolas.
O que me parece de lamentar é a situação ter chegado ao ponto a que chegou.