
quarta-feira, 15 de abril de 2009
A Roça Rio de Ouro - Agostinho Neto



Quando estive em S. Tomé, em 1986, ainda pude assistir ao funcionamento da Roça Rio de Ouro então já nacionalizada com o nome de Agostinho Neto. Hoje, a roça está encerrada mas conserva, no silêncio das pedras, a memória de um sistema económico assente na exploração dos "contratados". Especialmente impressionante é olhar o hospital ao fundo, símbolo da mortandade que afectava os trabalhadores destas roças.
sábado, 4 de abril de 2009
Regresso a São Tomé.

Estive em São Tomé pela primeira vez em 1986. Regresso agora, passados 23 anos, a esta ilha magnífica do Golfo da Guiné, com uma vegetação luxuriante e paisagens de cortar a respiração. Que espectáculo é voltar a ver a Roça Agostinho Neto e a Cascata de São Nicolau. São Tomé está mais desenvolvido, talvez em virtude das receitas do petróleo, mas os habitantes continuam com a mesma simpatia de sempre. O que não faz sentido é ouvirmos no carro as emissões das rádios portuguesas para África a falar do trânsito à entrada de Lisboa. Será que imaginam que essa informação interessa aos ouvintes nesta ilha?
quarta-feira, 1 de abril de 2009
O Ministério Público e o caso Freeport.
Se se confirmarem as denúncias de pressões sobre os titulares do inquérito ao caso Freeport, estaremos perante uma questão gravíssima de regime. Não é de facto aceitável que o Ministério Público possa estar condicionado em processos que envolvam políticos. Antes pelo contrário, é nesses processos que se exige especialmente que a investigação criminal seja exercida com o máximo rigor e de forma independente. Exige-se, por isso, após a denúncia da situação pelo Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, que o Procurador-Geral da República garanta a independência dessa investigação criminal. Nesse sentido, acho que o comunicado deste foi insuficiente. Aguarda-se por melhores esclarecimentos.
Continuo a achar, porém, que, independentemente do resultado a que vá conduzir esta investigação, em termos políticos a situação do Governo está a tornar-se insustentável e só pode piorar. Depois de acusações de "campanha negra", e de queixas à ERC, surge agora a denúncia de pressões sobre o MP. Tudo isto é grave demais para que não haja consequências políticas deste caso.
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