Acabei de reparar na magnífica cor verde do Diário da República de 12 de junho de 2017, a qual é explicada assim: "Nos termos do Despacho n.º 5166/2017, de 9 de Junho, este Diário da República, publicado em cor verde, destina-se a assinalar as deliberações tomadas pelo Conselho de Ministros relativos às florestas, realizado a 21 de março de 2017". Descontando a piroseira da iniciativa, cabe perguntar como é que tão pouco tempo depois desse Conselho de Ministros dedicado às florestas, afinal ocorreu a tragédia de Pedrogão Grande. Acho que ficaria melhor que, em consequência dos incêndios, a cor do referido Diário da República fosse rapidamente alterada para preto. Quanto mais não seja em virtude da vergonha que tudo isto representa.
sexta-feira, 30 de junho de 2017
sexta-feira, 2 de junho de 2017
Cui prodest?
Não tive dúvidas nenhumas de que o projecto do PS que na prática inviabilizava todo e qualquer alojamento local prosseguia os interesses do sector hoteleiro, como agora acaba de ser noticiado. Aliás, perante a polémica que se causou o mesmo, esse sector apareceu logo a seguir a apresentar uma proposta aparentemente mais moderada, mas que continuava a impedir o alojamento local. Infelizmente o nosso país é muito pouco claro sobre as consequências dos impedimentos dos deputados e a forma como eles estão a ser ultrapassados. Ninguém no Parlamento propõe que se abra um inquérito sobre este assunto? É que é altura de a independência e a transparência de interesses dos nossos parlamentares deixarem de ser palavras vãs.
sábado, 27 de maio de 2017
Na reunião da Interleges em Madrid.
Na reunião internacional dos advogados da Interleges, de que o nosso escritório faz parte, desta vez em Madrid, com uma magnífica organização do nosso ilustre colega Segundo Ruiz. Houve tempo para uma deslocação a Toledo, apreciando a beleza desta cidade que conserva tão bem os seus traços medievais. Um exemplo a seguir.
segunda-feira, 22 de maio de 2017
A ineficácia da previdência social.
Absolutamente revoltante a situação aqui descrita e que muitos de nós pessoalmente conhecerão. É inacreditável que uma pessoa que se dedicou uma vida inteira com brilhantismo à sua carreira, seja depois abandonado pelo Estado à sua sorte quando a doença o atinge. Bem dizia Nietzsche que o Estado é um monstro frio. Afinal de contas, as brutalidades que todos os meses descontamos para fins de previdência social servem para quê?
domingo, 7 de maio de 2017
António Pires de Lima (1936-2017).
Manifesto o meu profundo pesar pelo falecimento do Bastonário António Pires de Lima com quem tive o privilégio de trabalhar em algumas ocasiões. Era um homem frontal, que muito dignificou a Ordem no seu mandato, tendo simultaneamente uma inteligência viva e um humor extraordinário. A advocacia portuguesa fica mais pobre com a sua partida.
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