É um dia triste este em que parte António Arnaut. Só uma vez tive ocasião de falar com ele e fiquei admirado com a sua enorme afabilidade pessoal, num homem que tinha deixado uma marca tão profunda na advocacia e na política. Na advocacia, para além de uma brilhante carreira, deixou-nos as suas obras, imprescindíveis para a formação do advogado. Na política a sua maior obra é o serviço nacional de saúde, que criou vencendo inúmeras resistências e que defendeu sempre dos ataques de que foi alvo, considerando-o a grande conquista social do 25 de Abril. A sua luta permanente em defesa dos seus ideais constitui um exemplo para todos os advogados.
segunda-feira, 21 de maio de 2018
quarta-feira, 16 de maio de 2018
As iniciativas do PS no arrendamento.
Aqui está uma boa razão para o governo PS ter apresentado uma proposta
de lei que reduz a indemnização pelo atraso no pagamento de rendas em
60% e pretende tornar ineficaz as fianças no arrendamento se o fiador
não for notificado num prazo curtíssimo. E o grupo parlamentar do PS
também pretende suspender os despejos até à aprovação da nova lei. O PS é
muito compreensivo para com os inquilinos incumpridores. Não se admire é
com o colapso no mercado de arrendamento que as suas medidas andam a
causar.
terça-feira, 8 de maio de 2018
Entrevista ao jornal i.
Pode ver-se aqui a minha entrevista ao jornal i sobre a actual situação no arrendamento.
sábado, 21 de abril de 2018
A requisição de casas devolutas.
Podem ver-se aqui as minhas declarações sobre a inenarrável proposta de requisição de casas devolutas.
quarta-feira, 18 de abril de 2018
Interrogatórios de arguidos na televisão.
Em 12 de Agosto de 2001 seis empresários portugueses foram brutalmente
assassinados em Fortaleza, no Brasil, tendo a polícia rapidamente
capturado o autor do crime, Luís Miguel Militão. Espantosamente, no
entanto, a polícia brasileira permitiu que o mesmo fosse longamente
entrevistado na prisão pela comunicação social, à qual relatou todos os
pormenores do crime. Nessa altura fiquei a pensar que defesa poderia ser
apresentada em tribunal para aquele homem, depois daquele espectáculo
mediático. Na verdade não houve defesa possível, tendo o mesmo sido
condenado pelo tribunal brasileiro a 150 anos de prisão. Fiquei por isso
convencido de que em Portugal se defendia mais adequadamente os
direitos dos arguidos pois as televisões nunca passariam uma coisa
destas. Pelos vistos, enganei-me. Hoje os interrogatórios de arguidos
podem surgir livremente no prime time televisivo sem que ninguém faça
nada.
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