sábado, 25 de janeiro de 2014

Praxes.

Há imenso tempo que tenho vindo a defender o fim das praxes. Ver aqui, aqui, e aqui. Participei inclusivamente uma vez num debate televisivo onde se discutiu esse assunto. É por isso de estranhar que passado tanto tempo e com tantas vítimas nada seja feito para terminar com essa aberração. O que andam a fazer os responsáveis pelo ensino superior?

5 comentários:

Anônimo disse...

Normalmente, os Reitores andam com posições politicamente corretas e discursos redondos a treinar para "mais altos voos" na política nacional. Por isso eles são "promovidos", mas os problemas persistem nas universidades que governaram.

Gil Teixeira disse...

A meu ver não faz muito sentido acabar com as praxes, embora sejam uma manifestação de pobreza de espírito, uma vez que a desordem mental está nos que alinham nessas cenas tristes.

Francisco Félix Machado disse...

HÁ PRAXES E PRAXES

Para quando uma lei que considere crime a praxe que provoque ofensas físicas e morais aos praxados?
Para quando uma lei que considere crime a chantagem sobre os caloiros que recusem a praxe e os proteja dessa chantagem?
Ou estamos mesmo, em Portugal, a caminho de uma sociedade estúpida, selvagem e irracional?
Neste caso, a verdade parece vir à superfície, uma praxe estúpida, selvagem e mal sucedida.
A praxe ajuda os jovens a integrarem-se na universidade? Eu andei na universidade, no meu tempo não havia praxe e integrei-me, eu nasci e na minha família não me sujeitaram a praxes e integrei-me, trabalhei décadas numa grande e complexa empresa e integrei-me. Agora é que estou a ser praxado pelo governo com assaltos à minha carteira e estou cada vez mais desintegrado.
Se o jovem que sobreviveu, teria sido ele o responsável pela praxe (?), está com amnésia selectiva, não está em condições de colaborar com a justiça, então que seja internado em hospital psiquiátrico, à ordem do juiz, até se curar.

Francisco Félix Machado

postado no Facebook em 24 de Janeiro de 2013

Céu Gonçalves Ribeiro disse...


As praxes!!!!

Gerações habituadas ao "sim a tudo". Face a stuações de limite, geram o sentimento de medo, de tal formam que face a uma personalidade muitas vezes fraca, não sabem dizer "não".
Não nasceram e foram criados a ouvir NÂO. Logo, também não o sabem dizer.

A prevalência de uma personalidade coletiva - dizer não significa não estar na moda, significa o carrasco, enfim.

No caso em concreto, a ser verdade o tem vindo a público qual a resolução jurídica, no que respeita ao direto penal?

Tenho pensado nos exemplos academicos que ouvia na Faculdade em Direito Penal. Todos os casos anormais passados em alguns paises da Europa, nomeadamente na Alemanha, ondo o nosso direito seguia, na época, para a resolução de casos praticos.

É pena que esta seja uma questão real, mas, de certeza que será uma novidade najurisprudência portuguesa.

Assim esperp...

Dino Barbosa disse...

É tudo muito bonito e integrador, até ao dia em que uma filha nossa é violada.
Depois, aparece um secretário de estado da juventude (onde andará o ministro da educação?) a dizer que "aquilo" não foi uma praxe.
Logo a seguir, aparecem o senhor reitor da universidade a dizer que não têm nada a ver com o assunto (entretanto passa pela humilhação de o José Rodrigues dos Santos lhe perguntar porque é que os casos da reitoria eram usados pela comissão de praxes e se a casa do Meco era paga pela reitoria...).
No meio de tudo isto, um psicólogo qualquer veio diagnosticar uma "amnésia selectiva", refutada pelo próprio paciente, e que atrasou a investigação em 2 meses...

Portugal é um "sítio".