O art. 97º, nº4, do Estatuto do Ministério Público diz que a intervenção hierárquica em processos de natureza criminal é regulada pela lei processual penal. O Conselho Consultivo da Procuradoria-Geral da República emite um parecer onde afirma a págs. 64 ser de concluir pela "manifesta inconstitucionalidade da norma, por falta de poderes de direcção mínimos". O art. 100º, nº1, do mesmo Estatuto diz que as ordens ou instruções devem ser emitidas por escrito quando se destinem a produzir efeitos em processo determinado. Mas o parecer refere (pág. 69) que o que deve constar do processo "é o ato do subordinado e não a diretiva, a ordem ou a instrução que o originou". Aí está como através de um simples parecer se consegue esvaziar completamente a autonomia de uma magistratura, estabelecendo a sua funcionalização através da emissão de ordens secretas, exactamente na justiça penal onde essa autonomia é mais necessária. No meu discurso na abertura do ano judicial, avisei que o ano começava com nuvens negras no sector da justiça. Pelos vistos as nuvens transformaram-se numa tempestade perfeita.
Lei e Ordem
Blog de Luís Menezes Leitão
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020
quinta-feira, 16 de janeiro de 2020
O caso Richard Jewell
Pode ver-se aqui a minha análise sobre o novo filme de Clint Eastwood,
uma crítica arrasadora ao sistema de justiça norte-americano.
A falta de condições de segurança nos tribunais.
Esta notícia é extremamente grave, a demonstrar a falta de condições de
segurança nos nossos tribunais. Desejo manifestar às Senhoras
Magistradas a minha solidariedade pessoal perante a brutal agressão de
que foram vítimas.
quarta-feira, 8 de janeiro de 2020
A homenagem a Antunes Varela.
Pode ver-se aqui a minha opinião sobre a justa homenagem a Antunes Varela.
sábado, 4 de janeiro de 2020
Júlio Castro Caldas (1943-2020).
Manifesto o meu
profundo pesar pelo falecimento de Júlio Castro Caldas, que exerceu o
cargo de Bastonário da Ordem dos Advogados entre 1993 e 1998 e foi no
passado dia 19 de Maio agraciado com a medalha de ouro da nossa Ordem.
Foi um grande advogado que, apesar de há tantos anos trabalhar em
Lisboa, mantinha uma perene ligação à sua terra, Arcos de Valdevez. A
advocacia portuguesa fica mais pobre com a sua partida.
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