sexta-feira, 2 de junho de 2017

Cui prodest?

Não tive dúvidas nenhumas de que o projecto do PS que na prática inviabilizava todo e qualquer alojamento local prosseguia os interesses do sector hoteleiro, como agora acaba de ser noticiado. Aliás, perante a polémica que se causou o mesmo, esse sector apareceu logo a seguir a apresentar uma proposta aparentemente mais moderada, mas que continuava a impedir o alojamento local. Infelizmente o nosso país é muito pouco claro sobre as consequências dos impedimentos dos deputados e a forma como eles estão a ser ultrapassados. Ninguém no Parlamento propõe que se abra um inquérito sobre este assunto? É que é altura de a independência e a transparência de interesses dos nossos parlamentares deixarem de ser palavras vãs.

sábado, 27 de maio de 2017

Na reunião da Interleges em Madrid.


Na reunião internacional dos advogados da Interleges, de que o nosso escritório faz parte, desta vez em Madrid, com uma magnífica organização do nosso ilustre colega Segundo Ruiz. Houve tempo para uma deslocação a Toledo, apreciando a beleza desta cidade que conserva tão bem os seus traços medievais. Um exemplo a seguir.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

A ineficácia da previdência social.

Absolutamente revoltante a situação aqui descrita e que muitos de nós pessoalmente conhecerão. É inacreditável que uma pessoa que se dedicou uma vida inteira com brilhantismo à sua carreira, seja depois abandonado pelo Estado à sua sorte quando a doença o atinge. Bem dizia Nietzsche que o Estado é um monstro frio. Afinal de contas, as brutalidades que todos os meses descontamos para fins de previdência social servem para quê?


domingo, 7 de maio de 2017

António Pires de Lima (1936-2017).


Manifesto o meu profundo pesar pelo falecimento do Bastonário António Pires de Lima com quem tive o privilégio de trabalhar em algumas ocasiões. Era um homem frontal, que muito dignificou a Ordem no seu mandato, tendo simultaneamente uma inteligência viva e um humor extraordinário. A advocacia portuguesa fica mais pobre com a sua partida.

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Alguém explica isto?

Em Julho de 2013 era anunciado com pompa e circunstância um acordo entre a Câmara de Lisboa, representada por António Costa, e o Ministério da Justiça, representado por Paula Teixeira da Cruz,  pelo qual o Tribunal da Boa Hora regressava ao Ministério da Justiça para instalar o Centro de Estudos Judiciários, o Museu do Judiciário e o Instituto dos Registos e do Notariado.

Passaram apenas quatro anos e hoje é inaugurada pela Câmara Municipal de Lisboa a Escola Básica Maria Barroso no mesmo edifício, sem nenhuma explicação do que aconteceu. O negócio foi revertido? Alguém pagou alguma coisa pela reversão? Não há dúvida de que estas ligações entre a Câmara Municipal de Lisboa e o Estado continuam um mimo.