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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

A situação no PSD

Esta notícia é positiva e mostra que a situação desesperada em que caiu o PSD pode começar a ser resolvida. No Conselho Nacional se verá quem quer começar a preparar o futuro, pondo fim a uma liderança transitória, e quem quer continuar a arrastar a situação, apostando em manobras dilatórias, que podem servir vaidades pessoais, mas arrasarão o partido na opinião pública. Ontem Passos Coelho foi muito claro. Apresentou as suas ideias, disse ao que vinha, e desafiou os seus opositores a candidatarem-se contra ele. E como ele bem referiu, para os seus opositores arranjarem um candidato próprio não é preciso congresso algum. A última coisa que o PSD precisa neste momento é de realizar um congresso sem objecto que só geraria mais indefinição. A que tem tido nos últimos tempos chega e sobra.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

O Congresso extraordinário do PSD.

Resulta desta notícia que a convocação de um Congresso Extraordinário só interessa à actual Direcção do PSD, apostada em inventar pretextos da mais diversa ordem para não se submeter ao sufrágio dos militantes, quando a estrondosa derrota que obteve nas legislativas impunha um refrescar de legitimidade. Aliás, se um anterior líder, Marques Mendes, convocou umas eleições directas logo após ter perdido uma eleição para a Câmara de Lisboa, que legitimidade tem a actual Direcção para continuar numa actuação política sem rumo, duramente castigada nas legislativas, quando todos só esperam por um novo líder do PSD?
O Congresso Extraordinário que vai agora ser convocado só serve para empatar as eleições directas, não sendo de excluir que este seja o primeiro de muitos outros expedientes que vão surgir com a mesma intenção. Mas este expediente vai ser especialmente penoso pois, no actual estado do PSD, o Congresso Extraordinário só poderá ser uma de duas coisas: um muro das lamentações ou uma feira de vaidades. Outros que dêem para esse peditório. Eu não dou.