Mostrando postagens com marcador orçamento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador orçamento. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

O benefício da dúvida.

Segundo aqui se refere, Teixeira dos Santos pediu às agências de rating internacionais, que ameaçam baixar a posição de Portugal, que dêem o benefício da dúvida a este Governo. A meu ver, a perda de credibilidade deste Governo já não é uma dúvida, mas uma certeza.
Ao contrário do que se diz por aí, a comparação com a Grécia não nos é nada favorável. A Grécia teve um novo Governo que, quando chegou ao poder, encontrou as contas públicas no descalabro. Este Governo mantém o mesmo Ministro das Finanças dos últimos quatro anos, o qual não alertou ninguém para a crescente subida do défice, e aumentou brutalmente os funcionários públicos em ano eleitoral. Pedir agora o benefício da dúvida e falar em esforço de contenção da despesa é perfeitamente ridículo.
Compreendo que Cavaco Silva tenha interesse em evitar uma crise política até às presidenciais. Pergunto, porém, em que outro país do mundo continuaria em funções o mesmo Ministro das Finanças que no fim do ano anuncia um défice que corresponde ao dobro do que anunciava a meio do ano?

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Os conflitos na Ordem dos Advogados.

O conflito que grassa na Ordem dos Advogados e que opõe o Conselho Superior e os Conselhos Distritais ao Bastonário atingiu nos últimos dias níveis absolutamente inaceitáveis, como evidencia a leitura do site da Ordem, transformado numa publicação dos inúmeros comunicados do Bastonário dirigidos em todas as direcções, qual romance de folhetim.
Apesar disso, achei extremamente incorrecta a atitude de um dos meus anteriores concorrentes nas eleições, em mandar um e-mail a todos os advogados, pretendendo liderar uma facção neste conflito, para o que não tem um pingo de legitimidade. Era por isso de esperar que o Bastonário reagisse, mas os termos dessa reacção não são seguramente o que deveríamos esperar de um Bastonário. Afinal, Marinho Pinto prometeu sucessivamente que não entraria em polémica com qualquer advogado. Dispensavam-se por isso os epítetos utilizados.
Em relação ao Orçamento da OA, apenas a Asembleia Geral dos Advogados é competente para o aprovar, não tendo o referido orçamento sido sufragado nas eleições em que também participei. Esperemos que os Advogados compareçam na Assembleia Geral e que resolvam estas questões com a serenidade e a dignidade que devem ser seu apanágio.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

A situação na Ordem dos Advogados.

Conforme se refere aqui, parece que continua acesa a guerra entre o Bastonário e os Conselhos Distritais da Ordem dos Advogados, sendo agora o pretexto o orçamento da Ordem para 2009. Desta notícia parece resultar que não será nada pacífica a próxima assembleia geral convocada para aprovação desse orçamento. É lamentável que se deixe alastrar esta situação de conflitualidade interna, com sérios prejuízos para a credibilidade da Ordem e da própria advocacia. Não haverá maneira de pôr fim a estes sucessivos conflitos? Não me parece que os advogados se sintam satisfeitos com o alastrar desta situação. E afinal de contas é para representar e defender os advogados que os órgãos da Ordem são eleitos.