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terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Confirma-se a recessão em Portugal.

Como já era mais que esperado, surge agora a notícia de que Portugal vai entrar em recessão em 2009, sendo as previsões do Banco de Portugal bastante negras. Por aqui se chega à conclusão como era absurdo o discurso do Governo nos últimos tempos de que Portugal iria escapar à crise internacional, discurso esse de que o Primeiro-Ministro não se afastou ontem na entrevista à SIC, ainda que tenha sido forçado a admitir que "tudo indica que Portugal irá entrar em recessão". Claro que já apareceu o discurso desculpabilizador dos seus apoiantes, a dizer que os outros países comunitários também estão a entrar em recessão, e que a nossa até nem é das mais graves. 
O problema destes discursos é que insistem na realização de políticas económicas em contraciclo, que incluem grandes obras públicas, como o novo aeroporto e o TGV, que o País não está em condições de aguentar. E não se altera o Orçamento de Estado, que se sabe perfeitamente que não tem hoje qualquer correspondência com a realidade. Como pediu o Presidente da República na sua mensagem de Ano Novo, é altura de falar a verdade aos Portugueses. E isso seguramente que não é feito quando alguém é perguntado sobre o défice externo e se põe a falar do investimento nacional em energias renováveis.


terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Confirma-se a recessão.



Os receios que tinha expresso neste post confirmaram-se integralmente. É manifesto que a América vai entrar em recessão, como o comprova a descida de emergência de 0,75% na taxa de juro para os 3,5%, recessão essa que se vai estender inevitavelmente à Europa. E por isso o BCE vai ter finalmente que abandonar de vez a política de avestruz de fixar e mesmo ameaçar subir a taxa de juro, o que só tem contribuído para colocar o euro em valores perto dos 1,5 dólares. Já se fala, por isso, finalmente na descida das taxas.


Neste quadro, há que louvar o discurso realista que foi feito por Cavaco Silva, alertando para a gravidade da situação. Em contrapartida as considerações optimistas de José Sócrates e Teixeira dos Santos aqui referidas fazem de facto lembrar o célebre discurso do oásis de outros tempos, como se salientou aqui.