sábado, 24 de agosto de 2013

O caso dos contratos swap.

Ninguém explica como é que se pode passar uma coisa destas num serviço do Estado? É alguma vez admissível que se destruam documentos relativos a contratos que ainda estejam em vigor e continuem a ser executados pelo Estado e por outras empresas públicas? E ninguém assume a responsabilidade por essa situação ter ocorrido?

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Sai um Código de Processo Civil à pressão.

O Código de Processo Civil de 1961, aprovado pelo Decreto-Lei 44129, de 28 de Dezembro de 1961, apenas entrou em vigor quatro meses depois, a 24 de Abril de 1962 (art. 2º). O novo Código, aprovado pela Lei 41/2013, de 26 de Junho, deverá entrar em vigor a 1 de Setembro, tendo cerca de dois meses de vacatio legis, a maior parte da qual em período de férias judiciais. Pois hoje, a duas semanas da sua entrada em vigor ainda somos presenteados com mais de uma dezena de rectificações. Até quando os práticos do direito terão que aturar esta forma atabalhoada de legislar?

A multiplicação das insolvências.

Depois da catadupa de insolvência de empresas, chega a vez das famílias. Sempre achei que era uma enorme irresponsabilidade aprovar uma legislação facilitadora das insolvências na altura da maior crise económica dos últimos oitenta anos. Os resultados estão à vista. A insolvência, sempre uma tragédia pessoal, que noutros tempos era rara, banalizou-se e hoje é o pão nosso de cada dia que atinge inúmeras famílias. Até quando vamos persistir nesta solução?

quarta-feira, 24 de julho de 2013

A inconstitucionalidade do julgamento de crimes graves em processo sumário.

Também me parecia elementar a inconstitucionalidade do julgamento de crimes graves em processo sumário, por não ficarem asseguradas as garantias de defesa. Não posso assim deixar de concordar com esta decisão do Tribunal Constitucional. Mais uma vez o objectivo da celeridade faz surgirem reformas legislativas sem a ponderação devida. E como é óbvio ninguém assumirá a responsabilidade.