quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

Entrevista à RTP.

Pode ver-se aqui a minha entrevista de hoje à RTP sobre a criação de escalas nos aeroportos nacionais para a prestação de assistência jurídica aos estrangeiros a quem seja recusada a entrada em Portugal.

O regime especial de expropriações.

O Decreto-Lei 15/2021, de 23 de Fevereiro, que cria um regime especial de expropriações constitui mais uma machadada no nosso Estado de Direito, sem que ninguém se dê sequer ao trabalho de fiscalizar a sua constitucionalidade. É preocupante o país que iremos ter quando esta pandemia acabar.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

Assistência jurídica nos aeroportos.

Depois de imenso trabalho de articulação entre a Ordem dos Advogados e o SEF, estamos finalmente em condições de implementar, já no próximo dia 8 de Março, o serviço de assistência jurídica aos estrangeiros a quem seja recusada a entrada nos aeroportos nacionais. Hoje já foram visitadas as instalações previstas para o efeito no Aeroporto de Lisboa e amanhã e depois serão feitas idênticas visitas nos Aeroportos do Porto e de Faro. A partir de agora os estrangeiros que chegam a Portugal verão os seus direitos humanos defendidos por Advogados.

A pandemia ignorada.

Pode ver-se aqui a minha análise sobre a corrupção no sector da saúde.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Os acordos de cavalheiros no Tribunal Constitucional.

Sempre achei altamente criticável este processo de os dois maiores partidos acordarem entre si a escolha do Presidente do Tribunal Constitucional, que por lei é eleito pelos seus pares. Mas o que mais me espanta é que os seus juízes aceitem quase sempre participar neste esquema, levando até a que o Presidente do Tribunal Constitucional saia do mandato a meio para dar lugar ao Presidente que o outro partido quer. E se as coisas não correm como o previsto, alega-se que houve violação de um "acordo de cavalheiros". Costumo ensinar aos meus alunos uma definição que encontrei num autor americano sobre o acordo de cavalheiros: é algo que não é bem um acordo, feito entre pessoas que não são bem cavalheiros. Se os dois maiores partidos actuassem de forma cavalheiresca, respeitariam o processo de eleição do Presidente do Tribunal Constitucional pelos seus pares, em vez de o tentarem influenciar externamente. E já agora os jornais também poderiam deixar de dar a declarações do Presidente do Tribunal Constitucional de há anos, proferidas em contexto académico, o mesmo destaque de primeira página que dariam ao anúncio do fim do coronavírus. Como se os leitores não percebessem o que está em causa.