domingo, 10 de janeiro de 2016

O novo imposto sucessório.

Já se sabe o que é que um governo socialista significa: impostos, impostos e mais impostos. Agora até o imposto sucessório, abolido há mais de uma década depois de ter sido feita uma revisão constitucional para esse fim, tem promessa de regressar da Torre do Tombo. Este é dos impostos mais escandalosos que existe, em que o Estado aparece a reclamar, na morte de uma pessoa, como se fosse herdeiro, juntamente com o cônjuge e os filhos, uma parte do património que o falecido conseguiu amealhar, apesar de todos os impostos que em vida foi obrigado a pagar. Benjamin Franklin dizia que havia duas coisas inevitáveis: a morte e os impostos. Está visto que, para um governo socialista, nem na morte os impostos nos devem deixar em paz.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

O bom trabalho na justiça.


Não há nada que eu mais goste do que ver relatórios de pseudo-especialistas, normalmente feitos por encomenda, a dizer disparates sobre coisas de que não conhecem absolutamente nada. Este relatório louva pura e simplesmente o facto de a justiça portuguesa ter passado a ter o nível do terceiro mundo, com elevadíssimas custas judiciais, processos sem quaisquer regras, execuções encerradas sem se conseguir cobrar absolutamente nada, e tribunais a 100 km das populações. Convenientemente omite o colapso do citius, que deixou o país dois meses sem tribunais. Se é este o tipo de justiça de que o FMI gosta, bem podem limpar as mãos à parede. Não é seguramente a justiça de um país desenvolvido no quadro da União europeia. Nos bons velhos tempos, quem apresentasse um relatório destes, enfiava umas orelhas de burro e ia para o canto da sala de aula. Hoje, porém, o direito ao disparate é livre e a propaganda do mesmo também. Se todo o país está triste com o resultado das reformas da justiça, ao menos que o FMI fique satisfeito. Afinal foi seguramente em sua intenção que este desastre foi realizado.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Uma boa resposta.

É uma boa resposta a do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público às acusações que lhe foram feitas por José Sócrates. Efectivamente, não há arguidos ex-primeiros-ministros, já que num Estado de Direito todos são iguais perante a lei e não pode haver privilégios no âmbito da acção penal. A isto deve acrescentar-se que a defesa nessa acção penal deve fazer-se no próprio processo e não em entrevistas sucessivas em prime time televisivo.