O que se está a passar no Tribunal de Setúbal demonstra bem o desastre que está a ser esta reforma judiciária. Como é possível que num país europeu se ponham magistrados, advogados e funcionários a trabalhar num tribunal que está em obras desde Setembro passado e ameaça continuar em obras até ao fim do ano? Será que alguém julga que é possível administrar a justiça nessas condições? E o juiz-presidente da comarca limita-se a fazer o comum discurso de que não há alternativa, ao mesmo tempo que nem sequer permite que o interior do tribunal seja filmado. Mas a verdade é que há imensas alternativas a isto, sendo que a mais óbvia era terminar de imediato com esta disparatada reforma.