sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Imagens de Londres






Tive ocasião de recentemente me deslocar a Londres por razões profissionais. Aqui fica um registo da minha  passagem por essa magnífica cidade.

domingo, 23 de dezembro de 2012

O ataque da Comissão Europeia ao Tribunal Constitucional.

É evidente que as decisões contraditórias do Tribunal Constitucional desde que começou a crise financeira merecem severa crítica. O que se julgava no entanto ser impensável é ver a Comissão Europeia considerar o Tribunal Constitucional português como "fonte de risco e de incerteza orçamental". Já muitas vezes o Tribunal Constitucional Alemão pôs em risco medidas aprovadas no Conselho Europeu e nunca ninguém da Comissão Europeia se atreveu a dizer o que quer que fosse sobre as suas eventuais decisões. E se o tivessem feito não tenho dúvidas de que teriam uma resposta à altura. Mas em Portugal nestes tempos da troika tudo o que é absolutamente inadmissível passa a ser pacificamente aceite.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

O estado da justiça portuguesa.

Sobre o estado da justiça portuguesa, um dos mais acertados diagnósticos é este realizado por Miguel Reis no blogue A falência da justiça. Efectivamente, custa cada vez mais aos cultores do Direito assistir a sucessivas reformas do processo civil, que transformaram o Código num monumental absurdo, quebrando qualquer unidade com os outros países de língua portuguesa. Tive ocasião de fazer formação a advogados na Guiné-Bissau e foi com saudade que ensinei com base na versão original do Código, bastante melhor que após os sucessivos remendos que lhe foram fazendo. O actual regime dos recursos, com destaque para a extinção dos agravos, é dos maiores absurdos que alguma vez foram realizados neste país. E depois disto tudo, ainda virá aí mais uma reforma apressada, onde se até irão renumerar os artigos do Código. Quando é que acabará este martírio para quem tem que aplicar este Código nos tribunais?

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

"As vezes que for preciso"

São absolutamente inacreditáveis estas declarações da Ministra da Justiça que gosta tanto da sua lei sobre o enriquecimento ilícito que pede à sociedade civil para a defender e não se impressiona com as arguições de inconstitucionalidade. A Ministra promete por isso que a lei irá ao Tribunal Constitucional "as vezes que for preciso" até ser aprovada. Já tínhamos assistido ao desprezo com que o Governo tratou a declaração da inconstitucionalidade dos subsídios, mas vemos agora que esse desprezo é extensível a toda e qualquer declaração de inconstitucionalidade. Há muito que se tornou evidente que o Governo quer governar à margem da Constituição, ignorando as decisões do Tribunal Constitucional. O que não era de esperar é que fosse a Ministra da Justiça declará-lo ostensivamente. Num país que não fosse uma república das bananas, este tipo de declarações teria consequências sérias. Em Portugal já se sabe que vai continuar tudo como dantes, quartel-general em Abrantes.