Pode ver-se aqui a minha apreciação sobre o programa do novo Governo para a Justiça, que infelizmente não passa de uma reprodução do programa do Governo anterior.
Mostrando postagens com marcador Justiça. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Justiça. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 5 de abril de 2022
O programa do novo Governo para a Justiça.
terça-feira, 18 de janeiro de 2022
Programas eleitorais para a justiça.
Conforme demonstro neste artigo, se há coisa que os programas dos principais partidos têm em comum é uma clara tentativa de controlo político da justiça.
terça-feira, 14 de dezembro de 2021
Da mediatização à politização da justiça.
Pode ver-se aqui a minha análise de como a propósito da fuga e captura de um foragido se está a assistir a uma inaceitável mediatização e politização da justiça.
terça-feira, 7 de dezembro de 2021
A junção da administração interna com a justiça.
Pode ver-se aqui o meu artigo de opinião sobre os perigos da junção da administração interna com a justiça.
domingo, 31 de janeiro de 2021
Entrevista à TSF / DN.
Pode ver-se aqui a minha entrevista à TSF / DN sobre a actual situação na justiça.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2020
Entrevista à Vida Judiciária.
Pode ver-se abaixo a minha entrevista à Vida Judiciária de balanço deste terrível ano de 2020, também muito negativo no sector da Justiça.
quarta-feira, 15 de junho de 2011
A justiça perante a internet e as redes sociais.
Esta notícia de que um processo em Inglaterra foi anulado pelo facto de uma jurada ter contactado um dos arguidos atrás do Facebook levanta a questão de saber até que ponto as nossas regras processuais estão adequadas à realidade da internet e das redes sociais. Efectivamente, anteriormente os julgadores dos processos apenas conheciam um círculo reduzido de pessoas e o seu conhecimento do caso estava limitado ao que sabiam dos autos e ouviam no julgamento. Hoje, a quantidade de pessoas com que os julgadores podem entrar em contacto através da internet aumentou exponencialmente e é possível descobrir na rede uma série de informações sobre os acusados e sobre o próprio processo. É por isso difícil conseguir evitar que nos casos mediáticos o julgador não seja influenciado pelo que se escreve na internet e pelos contactos que tem nas redes sociais. E o reverso da medalha também existe. Tudo o que o julgador diz na internet fica indelevelmente registado e pode ser conhecido por uma enorme quantidade de pessoas, o que pode implicar que depois lhe venha a sair um caso em que são conhecidas as suas posições públicas sobre o assunto. A ideia da justiça cega à realidade exterior está assim a ser posta em causa pela internet e pelas redes sociais. A nova realidade comunicacional abrange todos, incluindo os julgadores.
quarta-feira, 2 de junho de 2010
A justiça como "pilar" da revisão constitucional.
Acho interessantíssima esta notícia de que a justiça vai ser o "pilar" do projecto de revisão constitucional que vai entreter os deputados nos próximos tempos. As novidades agora reveladas nesta área dão-nos bem ideia do que resultaria desse projecto, se alguma vez fosse aprovado.
Seria abolida a instrução no processo penal, assim fazendo chegar a julgamento todos os inquéritos, retirando-se aos arguidos a garantia de um controlo jurisdicional prévio antes de serem submetidos a um julgamento criminal. Apesar do carácter facultativo da instrução, ela constitui uma importante garantia dos arguidos, que achamos muito grave que seja retirada.
Ao mesmo tempo seriam criados tribunais especiais para a criminalidade económica e financeira, assim se garantindo aos criminosos de colarinho branco um foro especial, que não os levasse ao tribunal juntamente com os criminosos comuns.
Finalmente, o Procurador-Geral da República passaria a ser designado pela Assembleia da República, assim se repetindo as dificuldades de consenso interpartidário que se verificaram na substituição do Provedor de Justiça e a eternização no cargo dos titulares destes órgão, muito para além dos seus mandatos.
Posso garantir que, com um "pilar" destes, o edifício não se aguenta.
Os problemas que existem na justiça não são de natureza constitucional, pelo que utilizar a justiça para justificar uma revisão constitucional é uma confissão acabada da inutilidade dessa mesma revisão, que mais parece uma manobra de diversão, de quem não quer enfrentar os gravíssimos problemas que afligem o país.
quarta-feira, 12 de março de 2008
Como é isto possível?
"Deficiente ouvido à porta do Tribunal",
em CM 12/3/2008.
em CM 12/3/2008.
Um sistema de justiça que trata desta maneira os deficientes é um sistema doente. E é espantoso que ninguém assuma a responsabilidade por esta inacreditável situação.
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
A morosidade da justiça
Surge agora a notícia de que um estudo da Universidade Nova "descobriu" que as diversas reformas efectuadas na área da justiça só pioraram o funcionamento dos tribunais. Não era preciso efectuar estudo algum para chegar a tão óbvia conclusão, uma vez que ela é conhecida de qualquer pessoa que contacte com os nossos tribunais, e é consequência das reformas mal preparadas que todos os dias estão a aparecer na área da justiça. Daqui a alguns anos, quando se fizer o balanço das actuais reformas, há-de vir seguramente alguém com um novo estudo a reconhecer que a situação ainda piorou mais, sem que alguém seja responsabilizado pelo facto.As reacções ao estudo é que merecem destaque.
O Secretário de Estado de Justiça diz que o estudo está ultrapassado , provavelmente ainda fascinado com o magno resultado da redução das pendências em 0,6%, de aue o Governo tanto se gaba injustificadamente. Já o novo Bastonário da Ordem dos Advogados vem com a ideia peregrina de passar a avaliar os juízes pelo número de processos despachados, o que levou a que o Presidente da Associação Sindical dos Juízes qualificasse estas declarações como uma «asneira total», dizendo que Marinho Pinto está a ter uma visão «meramente quantitativa» da Justiça. Este excesso de linguagem do Presidente da Associação Sindical é despropositado, mas de facto as declarações do Bastonário não são nada felizes. Se aplicássemos o critério proposto, nenhuma garantia teríamos que os processos judiciais seriam examinados com a ponderação e o rigor que se exige. E os processos judiciais mais complexos ainda seriam decididos mais tarde só para melhorar as estatísticas.
Em toda esta história, acho que quem fez o comentário mais apropriado foi o Presidente do Sindicato dos Funcionários Judiciais, ao referir que o Governo não tem dado prioridade à questão da morosidade mas sim «às férias judiciais, ao segredo de justiça, às escutas telefónicas». Concordo inteiramente.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
A mensagem de ano novo do Presidente da República

Conforme escrevi no post anterior, era previsível que a mensagem de ano novo do Presidente da República fosse bastante mais realista sobre a situação económica do que a mensagem de Natal do Primeiro-Ministro. O que já não se esperaria era que Cavaco Silva aproveitasse para se demarcar do Governo nos termos em que o fez, pondo fim definitivamente ao estado de graça de que até agora tem gozado Sócrates. É agora previsível que o Presidente, espreitando a reeleição, queira ir sucessivamente cavalgando o descontentamento que começa a grassar em largos sectores da população. Daí o diagnóstico crítico sobre o desemprego, a saúde, a educação e especialmente sobre a justiça.
É precisamente sobre a justiça que os comentários do Presidente são interessantes. Depois de ter defendido o pacto da justiça e ter promulgado sem qualquer objecção as leis que dele resultaram, vem agora referir que apesar de "no ano que terminou [terem sido] aprovadas importantes reformas legislativas, fruto de um entendimento político na Assembleia da República, bem como algumas medidas de modernização dos serviços de justiça (...) os cidadãos e as empresas ainda não sentiram melhorias significativas na resposta do sistema judicial e continuam, legitimamente, a reclamar uma administração da justiça mais eficiente e mais célere". Ora, um dos grandes problemas no sistema da justiça reside precisamente na insistência em fazer reformas injustificadas que só têm contribuído para piorar o sistema, como as que têm vindo a resultar do pacto para a justiça. Até agora, no entanto, toda a classe política tem defendido unanimemente a continuação neste percurso. Será que o Presidente iniciou com esta mensagem uma tentativa de quebrar o consenso vazio que se tem verificado nesta matéria?
quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
Os atrasos na Justiça

No Tribunal Europeu dos Direitos do Homem já houve 160 processos contra o Estado Português, que respeitam na maioria dos casos a atrasos na justiça, tendo o país sido condenado a pagar já o valor global de um milhão e 700 mil euros em indemnizações .
Por outro lado, 70% das queixas na Provedoria resultam de atrasos nos julgamentos e nas sentenças. Nos processos mediáticos, os atrasos também estão à vista. No caso da pequena Esmeralda, o pai biológico requereu a custódia da filha em 2003, mas só em 2008 é que parece que a verá concretizada, neste caso com os efeitos dramáticos que isso terá, após a criança ter vivido os anos iniciais da sua vida com uma família de acolhimento. O processo Casa Pia teve início no final de 2002 e, passados 5 anos, ainda nem sequer está concluído o julgamento em primeira instância. Mas o mais extraordinário é o caso da UGT/Fundo Social Europeu, que é agora objecto de decisão ao fim de 15 anos, tendo chegado a haver oito adiamentos do julgamento por falta dos arguidos, o que arrastou o processo por mais dois anos .
Não é tolerável em qualquer sociedade civilizada que o tempo de resolução dos processos pelos nossos Tribunais seja tão lento. Por outro lado, as sucessivas reformas judiciárias que a todo o tempo se fazem só têm contribuído para piorar a situação, sendo de recear que ela ainda se agrave mais com o novo mapa judiciário e a proposta de encerramento de Tribunais que implica. Cabe perguntar o que é que será necessário para o Ministério da Justiça decidir criar efectivamente novos Tribunais e reforçar os meios dos já existentes, em vez de adoptar medidas que só agravam os problemas da Justiça.
Assinar:
Postagens (Atom)
